Mulheres na ciência e a praga do politicamente correto

Recentemente fui chamado a atenção ao vídeo a seguir, onde um famoso cientista dá a resposta à pergunta “O que se passa com as garotas e a ciência?”. Tal resposta foi chamada de nada mais nada menos que sensacional, mas tal resposta foi somente uma evasão travestida:

0:42 Logo de cara, o famoso astrofísico Neil deGrasse Tyson já parte para uma falsa comparação entre a situação de discriminação sofrida pelos negros, do qual ele é exemplo, e as mulheres. Ocorre que isto ignora que as diferenças genéticas relevantes comprovadas entre negros e brancos são pouco relevantes (estes têm maior capacidade de produção de vitamina D, aqueles, maior resistência à radiação solar), ao passo que as diferenças genéticas entre homens e mulheres são diversas. A diferença mais clara e relevante é a da quantidade de testosterona livre, de 20 a 30 vezes maior nos homens(1). Este hormônio além de estimular a síntese de músculos e aumentar a libido, também ajuda em concentração, foco, determinação, e estabiliza o humor(2), e todas essas características são importantes em um cientista de alto nível.

0:58 O cientista aqui diz que há uma semelhança entre a discriminação que sofrem negros e mulheres, mas ignora, convenientemente que através de todo o mundo ocidental as mulheres têm privilégios legais, como por exemplo serviço militar obrigatório apenas para homens, vagões exclusivos para mulheres em transporte público, leis de pensão alimentícia e violência doméstica draconianas(3)

1:16 A coisa piora. Pelo minuto e pouco seguinte, Tyson completamente foge do assunto, e lança-se subrepticiamente a uma campanha de auto-engrandecimento, querendo mostrar o quanto ele é incrível por ter superado diversas barreiras para tornar-se o que é hoje. Mas. ele ignora que qualquer pessoa disposta a se lançar em uma empreitada difícil e sem garantias irá enfrentar resistências por parte da “maioria das pessoas”. De fato, Tyson, merece sim, muito apreço por tudo que ele fez, mas meu questionamento é quanto ao uso egocêntrico que ele deu de sua trajetória para desqualificar a pergunta em questão.

2:30 Ser um cientista não é coisa fácil. Vemos um exemplo claro aqui, de um astrofísico demonstrando a incapacidade de sequer considerar que existam diferenças genéticas relevantes entre homens e mulheres, e prefere atribuir a escassez de mulheres na ciência a uma suposta pressão social. Tyson diz que se pergunta o porque de pessoas como ele não chegaram aonde ele chegou, mas já vem com a resposta pronta, e tenta sutilmente desqualificar a questão tratada. O fato de um cientista mundialmente famoso cair nessa armadilha,só demonstra como fazer ciência é algo realmente difícil, que irá ainda mais vezes aqueles com baixa testosterona do que aqueles com alta.

2:44 Para terminar, uma anedota, que comprova que existe racismo, mas que só serve para ser um apelo emocional, terminando de encerrar o debate. Faltou ao eminente físico explicar como que alguém te confundir com um ladrão o impediria ou atrapalharia de se tornar cientista. De fato, para se tornar cientista não é necessária a aprovação sequer de universidades conceituadas, da sociedade, ou muito menos de um balconista aleatório de uma loja aleatória, mas tão somente uma mente dedicada a encontrar a verdade, conforme os exemplos de Tesla, Rothbard, Eratóstenes(4) e tantos outros demonstram. Uma pena que este cientista específico tenha deixado seus próprios preconceitos interferirem na busca pela verdade.

1.http://pt.wikipedia.org/wiki/Testosterona#cite_note-1

2.http://www.webmd.com/men/features/how-low-testosterone-affects-your-health

3.http://www.avoiceformen.com/mens-rights/domestic-violence-industry/when-a-girl-hits-you/

4.http://pt.wikipedia.org/wiki/Erat%C3%B3stenes

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2 respostas para Mulheres na ciência e a praga do politicamente correto

  1. Veron disse:

    Excelente análise.
    O politicamente correto virou um câncer na sociedade ocidental.
    Eu sou ateu, mas percebi em meados de 2011 que esses cientistas (que mais atacam religiões do que divulgam ciência) queridinhos da mídia são esquerdistas apoiadores de todas as pautas progressistas para aumentar o poder estatal. Nunca mais li e nem acompanhei nada de Dawkins e companhia limitada depois de 2012.

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    • Daniel Castro disse:

      Correto. Este ano li um livro do Dawkins, “Deus, Um Delírio”, e achei interessante, mas com muitas falhas que antes passariam batidas.
      Infelizmente é raro encontrar pessoas como nos dois (e o Cantwell, de quem sempre traduzo artigos), ateus “conservadores”, anti marxismo cultural e pró baixa taxa de preferência temporal.

      Obrigado pelos comentários,

      Daniel Castro.

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